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quinta-feira, 10 de maio de 2012

Há, o tempo!




Hoje bateu aquela nostalgia, relembrar velhos momentos, momentos de quando éramos crianças, de quando brincávamos na rua, ou de quando ainda namorávamos escondidos dos pais. E quem não queria voltar no tempo? Talvez, quem sabe, voltar a ser criança e experimentar coisas novas? Ou voltando um pouco menos, rever aquele amor, um amigo, um primo, um tio, um ser qualquer que ficou esquecido, mas que de vez em quando nossa memória (nos trai e) os traz de volta?
Pois é o tempo não volta, não volta mesmo, infelizmente.
E não dá pra querer fazer coisas que fazíamos há algumas épocas atrás, cada coisa tem seu momento certo.
Quintana já nos lembrava a respeito do Tempo:
“A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando de vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado...
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas...
Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo...
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará.”

”Tempo,
Coisa que acaba de deixar a querida leitora um pouco mais velha ao chegar ao fim desta linha.”

D.G.A DREAM



Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes… tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer:
- E daí? Eu adoro voar!
Não me dêem fórmulas certas, por que eu não espero acertar sempre. Não me mostrem o que esperam de mim, por que vou seguir meu coração. Não me façam ser quem não sou. Não me convidem a ser igual, por que sinceramente sou diferente. Não sei amar pela metade. Não sei viver de mentira. Não sei voar de pés no chão. Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra sempre.

sábado, 5 de maio de 2012

Não confunda romantismo com carência afetiva.

Não é querer ser machista, não é querer acabar com o romantismo. Não é ser alguém mal amado. Não é isso. Mas eu vejo tanto cara por aí querendo ser um bom homem, um cara pra casar, um homem legal, com a melhor das intenções, claro isso é certo, é totalmente certo, não estou incentivando para ser um canalha, ladrão e estelionatário. Mas é preciso saber equilibrar as coisas. Tenho um amigo que no Facebook só posta coisas românticas, 'Sou pra casar e blábláblá', tudo bem dizer isso, e quando ele vê os comentários das elefantas dizendo: "Ai Fulano que lindo... eu queria ter um homem como você..." Ele praticamente se derrete e quem sabe se masturba pensando nela, enquanto ela está definitivamente de quatro no meu quarto, quase na terceira rodada....

Homens, pelo amor de Deus, eu não sou ninguém pra dar um conselho, sou só mais um canalha, talvez mais digno e legal, mas não posso dizer nada. Mas por favor saibam equilibrar as coisas.... Flores? Claro, Uma vez a cada três meses.... mas saiba ser ao mesmo tempo provocante, estilo cafajeste, que de vez em quando olha para outras e diz: "Humm amor aquela seria perfeita para mim e você na mesma cama..." Ela até vai ficar putinha, mas no fundo vai te ver como um homem de verdade... seja misterioso, não fale muito de si, aprendi isso na marra. Seja indiferente e distante em alguns momentos e avassalador e quente em outros, alterne os pólos. Seja um espelho... se ela se distanciar, se distancie, se ela querer te manipular, finja que está caindo e quando ela menos espera, puxe seu tapete. Não crie problemas, dê risadas, não discuta.... não ligue toda santa hora... deixa ela sair, se ela quiser te trair, ninguém vai impedir, ninguém mandou não escolher outra, a culpa é sua e totalmente sua, não adianta querer pegar a .38 do seu pai e querer matá-lo e pior matá-la também, isso sim é atitude de chifrudo. Seja homem. Seja romântico sim, muito, mas na hora certa e mais nas atitudes, mas jamais seja meloso, jamais, e procure não chorar, ainda mais na frente dela, elas odeiam ver nossas fraquezas demasiadamente. E quando você ouvir que ela quer um cara romântico, sincero, educado, honesto, em partes é verdade eu disse em 'partes'. Na verdade esse é o perfil ideal dela segundo seus objetivos egoístas, na verdade ela nem sabe o que está falando, sabe o que ela quer? Um homem que a faça se molhar inteirinha, que todas queiram ele ao mesmo tempo, mas que escolhe você... que não deixa sua vida de lado por causa de uma única pessoa, mas que mesmo assim é o objetivo da vida dele.


O romantismo hoje em dia está mudando, e por culpa somente de vocês mulheres. 

O nosso amor meu bem é feito de outras coisas, a gente demonstra nas atitudes e na proteção. Homem é assim e depois de tanto tempo praticando e aprendendo isso eu mudei muito mas não pra você, eu mudei pra mim mesmo.

E sim meu bem, esse algúem é você... olha não vou dizer que te amo hoje... mas eu estou louco pra te levar pra cama... temos que discutir a relação....

Beijo.

Afinal o que uma mulher busca em um homem.

 Sabe uma noite dessas estava sozinho no meu quarto, escutando uma música qualquer quando me veio a mente todas as mulheres que eu vi na vida, inclusive minha mãe, amigas, primas, conhecidas, ex, colegas de trabalho enfim, com aquela máxima dita por elas: " Será que existe homem ideal?" Dai eu fico pensando será que todos nós somos iguais, por extinto, talvez sim, na personalidade, nos sonhos, no tamanho da ambição, no que realiza durante sua vida, suas qualidades, aí concerteza acredito que não. Se analisarmos na figura contemporânea do homem de verdade iremos notar características dominantes, como aquele grande macho, pegador, que azara a mulherada, popular, não se apega a nenhuma e que possui qualidades que atraem o sexo oposto, até aí tudo bem, mas o que define um homem ideal?
                                               Será esse o homem perfeito?
Na minha opinião um homem ideal se faz de dentro pra fora, começa lá dentro no coração, é a paixão que nos move em direção a algo, um sonho, um objetivo, alguém que se quer conquistar, acredito que hoje em dia homens de verdade estão cada vez mais escassos não por falta de números mas por falta de ambição, de ser a pessoa certa para alguém, na noite vemos tanta gente, alguns com objetivo de beber até o último copo para quem sabe largar a inibição e partir pra cima de uma mulher ora, se precisa disso para provar seu papel esse caminho está meio contraditório, talvez sua vida também seja assim, uma ilusão, vivemos de olhares externos, todos vivemos é inegável isso, o ser humano nasceu para isso, precisamos nos sentir vivos e nada melhor que saber que alguém nos contempla, é assim no amor, é assim nas amizades é assim em tudo. Quando dizem que homem fiel não existe, com exceção da moça iludida que acredita que o amor é eterno do lado do seu amado e acredita que ele é a única exceção talvez seja verdade ou quem sabe está sendo chifrada nesse momento, mas acreditem mulheres homem quando trai é totalmente diferente de vocês, nós traímos por extinto, é algo para nos satisfazermos no papel como homem, é algo para jorrar desde os tempos de puberdade. Acredito que um homem ideal é trabalhador, assume seus riscos como deve, ama sua companheira e sempre procura o melhor para ela, um homem que seja apaixonado pela vida com objetivos em mente, que assume seus erros, silencioso, mas quando fala sua opinião fala com convicção, que tenha presença de espírito, aquele que diz tudo com um só olhar, que é capaz de depois de uma briga, pegá-la pelo braço dizer tudo o que lhe aflinge e ao mesmo tempo jogá-la na cama e fazer amor com ela loucamente, num estado de nirvana e depois disso nem se lembrar mais porque estavam brigando. Homem ideal, aquele que não tem vergonha de demonstrar suas fraquezas, mas que sabe controlá-las. E uma mulher ideal? Aí é outra história. 

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Bem do jeito que você é....

Tenho guardada comigo uma coisa simples, mas forte, que nem que eu queira consigo abandonar. Sim, é essa tal de fé que me faz continuar apesar de tudo. A esperança que não morre nunca, que me faz acreditar num happy end muitas vezes falho e não me deixa parar. Li uma vez uma frase da Martha Medeiros que diz a pura verdade sobre as mulheres: "a gente nasce com um dispositivo interno que nos informa desde cedo que, sem amor, a vida não vale a pena ser vivida". E eu acho que não vale mesmo, por isso que eu ainda não me larguei em qualquer canto dando bandeira branca. Eu não sou de conformismo, não aceito a idéia de que sapo não vira príncipe e vou continuar procurando o meu. Quero sair correndo e não precisar de ninguém, mas aí vejo seus olhos castanhos cheios de alguma coisa boa que não sei o que é,mas que vale a pena. E quer saber? Eu páro de correr. Páro e sinto vontade de voltar. E quero que você esteja ali quando eu sentir necessidade de voltar na maior vontade do mundo de querer ganhar o seu abraço. Eu vejo sua imitação pirata da carinha que o gato de botas do Shreek faz e quero largar tudo que estou fazendo, pensando e sendo. Sento em cima do meu coração esfarrapado e assisto tuas cenas, e rio e beijo com a maior serenidade do mundo. E não tô mais nem aí pra tudo o que passou, para as horas correndo. Crio coragem de sair de manhã, no frio, pra ganhar um sorriso seu de quem jurava que eu não apareceria. E esse seu olhar surpreso me vale por todos os absurdos que eu seria capaz de fazer para tê-lo. Quero não precisar mais atrair um olhar furtivo de um bonitinho na rua pra me sentir bem. Quero que não faça a mínima diferença no meu dia o carinha estiloso que me cede a vez na fila do pão com uma piscadinha e uma voz rouca gostosa de se ouvir. E não precisar de gentilezas de um desconhecido para se tapar o buraco no peito. Que nenhum elogio alheio seja necessário para arrancar um sorriso. "Mas que seja você", rezo baixinho pra Deus escutar, "que seja você quem eu estava esperando". Quero provar pra todo mundo que eu não sou maluca e que sapo pode virar príncipe e que você pode ser meu sapo. Que nós podemos dar certo, eu tenho fé nisso. Que eu só precise dos seus dedos de leve nas minhas mãos, que eu possa encostar em você e escutar as batidas do seu coração me fazendo mais forte, sem medo de parecer piegas. E só isso me baste. Que eu admire você desde a teimosia dos cabelos bagunçados até a teimosia em discordar do que eu falo e fazer aquele tipo de frescura que eu odeio - só para rir da minha cara de desprezo. Que você me faça amar a sua cara de ciumento e as mordidas na bochecha. Que seja você o dono do olhar minucioso e furtivo, que seja a sua voz a mais gostosa de se ouvir. Que seja você o carinha da panificadora, que eu goste da sua piscadinha disfarçada e que você seja a fonte dos elogios que me deixam em pé. Que eu queira morar no seu sorriso de menino faceiro, que eu me apaixone por cada fiozinho de barba do seu rosto. Que eu ame as suas safadezas com a mesma tara que você ama as minhas provocações. Que eu saiba entender que as 'patadas' e tirações de sarro provêm de mais carinho guardado do que todos os melhores beijos que eu já tenha recebido. Que você entenda a minha loucura e ansiedade em querer tudo, e que eu saiba que quando você diz "calma" bem devagarinho é para eu despirar um pouco. Porque encostar a cabeça no seu ombro e ficar respirando o cheiro do seu pescoço depois de um dia cheio foi a melhor coisa que me aconteceu nos últimos tempos. Mesmo escutando um "não vá dormir aí, viu? Se você dormir e babar eu saio correndo" que me fez rir por você não saber o quanto eu precisava daquilo. E ganhar caretas, sorrisos e coisas que eu não teria coragem de pedir pra mais ninguém. Dizer a minha fraqueza de gostar de carinho nas costas e sentir receio de dizer que ando com vontade de te ver. Saber que eu sinto vontade de contar pra você coisas como "tô mal hoje" e que você vai entender. Dar um furo na rotina tão cansativa pra te escutar dizendo que se eu me comportar posso até ganhar um beijo no rosto, fazendo gracinha pra tirar minha cabeça desse mundo torto. Querer te ver às onze da noite só pra contar coisas, ou ficar abraçada contigo de um jeito que ninguém mais me fez ter vontade. Brigar com o computador que não me deixa te ver na webcam, e fazer um doce pra você travar uma batalha com a internet pra me mandar um beijo e uma carinha safada mesmo morrendo de sono. Olhar bem nos seus olhos sem dizer nada, e te deixar sem graça. Conferir o celular de dez em dez minutos, receber mensagem da operadora achando que é sua - totalmente desconcertante. "Pra que seja você, pra que dê certo", eu peço. Pra que tenha marra e mãos suficientemente insistentes pra me segurar. Porque tem vezes que eu quero sair correndo de pavor. Quero brigar com você por me fazer me encantar e ficar toda boba, mas só sorrio. E sorrio porque pode ser bonito o que vier, porque você também tem medo de levar outro tombo e porque estamos e viemos da mesma. O mesmo lugar de quem fica porque não tem opção mas quer sair e encontrar alguém. A gente se esbarrou nesse lugar e quem sabe estejamos saindo juntos por essa porta. Tenho medo de te pedir coisas que te assustem, de pedir demais pra compensar a falta que tenho aqui de muito tempo. Só quero ir sendo junto com as coisas, quero mais vezes sua mão quentinha que, por mais que não seja grande, fica enorme perto da minha. E coisas banais que fazem bem, até... até não sei quando! Mas que seja tempo suficiente, pra você e pra mim. Agora fique encarando meus olhos "feios" - como você brinca - pra eu ver você sem graça mais uma vez por hoje, pra eu deixar minha cabeça cair no seu ombro em mais uma risada gostosa.








Se a cada cinco minutos com você a única coisa que eu mais quero são mais cinco minutos, me explica como você pode ir embora e me deixar assim. Se a cada vez que passa a mão de leve nos pelinhos do meu braço só para vê-los arrepiados eu sinto Deus sorrir,me explica como deixar o tempo te levar de mim. São só coisas duras espalhadas por aí, coisas pontudas e sem cor que machucam, mas me deixa te cuidar. Tudo é tão extremo - mata ou salva - que ainda não aprendemos a lidar com algo que pode sangrar ferozmente como também encher de graças e aleluias ao mesmo tempo. Machuca sim, mas não mata. Ainda não deu tempo de o sol nascer, da luz nos aconchegar, e é preciso calma depois da noite escura para nos enxergarmos como realmente somos. Só preciso te mostrar o melhor que eu posso ser, então fique.
Quero mais tua boca macia na minha pele, quero mais dedos entrelaçados e conversas na varanda enquanto o fim da tarde deixa aquela brisa geladinha invadir a casa. Quero esquecer de propósito minha blusa em casa só para passear por aí com a sua e me agarrar no cheirinho do seu perfume, te encontrar a cada vez como a última chance de me arrancar uma réstia de sorriso nesse tempo tão monótono e triste. Não, não tenha medo de mergulhar na profundidade que somos nós e que eu também não conheço por enquanto, mas me deixe te levar. Não sei nadar ainda, assim como você, mas com você eu não tenho medo de afundar. Porque você é capaz de me salvar só com um olhar compreensivo quando as coisas vão mal, e segura forte a minha mão como se eu deixasse de despencar de um abismo só porque sua mão grande estivesse agarrada firme à minha. E aí eu já não tenho mais medo de cair. E se eu te ligo várias vezes no dia, e se a cada vez que ligo não consigo suportar a demora para atender, é porque preciso escutar a sua voz totalmente segura pra me dar um chão quando tudo parece desabar. Eu sei que é meio individualista isso, mas eu preciso que você me segure ou me dê um chacoalhão pra despirar um pouco a cabeça, e é por pura necessidade de quem precisa e só pode dar amor em troca.Preciso tanto te cuidar para garantir à mim mesma que estou no caminho certo e que o seu carinho não passa batido, preciso passar a mão no seu cabelo como se você ainda fosse um menino. Preciso me sentir viva e isso é coisa que só você conseguiu até hoje, então por favor, don't go away. Parece até que você é o meu ar, que controla meu coração de alguma maneira bizarra ou sei lá, só sei que longe de você eu enlouqueço um pouco mais e preciso me agarrar aos seus dedos para não cair.
Eu sei que essa necessidade toda é assustadora, mas a mais assustada da história sou eu por sentir que não consigo mais ser independente em nada. Não sei agir dessa maneira, não sei não ter controle e só sinto que tenho um pouco de paz quando visto a sua blusa ou sinto a ponta dos seus dedos nos meus braços. Ou quando você chega silencioso e me abraça forte como se entendesse a necessidade do silêncio naquele momento e conseguisse resumir tudo naquele abraço. Como se você tivesse o poder de puxar para si todas as coisas pontudas que doem de dentro de mim me envolvendo nos seus braços. E aí o mundo inteiro pode acabar, a Terceira Guerra Mundial pode começar, um vendaval pode levar nossa varanda que eu não ligo. E me sinto segura, me sinto bem, como se seus braços pudessem me proteger de tudo o que existe - dentro e fora da minha cabeça. Não vá embora. Estou aqui como criança indefesa que pede humilde um carinho um colo ou qualquer coisa que ofereça calor - então fique só mais cinco minutos. E daqui a cinco minutos, te pedirei só mais cinco.

homem burro é como churro....

Homem burro é como churro: pode até dar água na boca quando se olha, mas mal se acaba de comer e já causa indigestão. Sem falar na culpa que bate por não termos gasto as calorias em algo mais refinado.














Nunca fui fã de moços que pedem sanduíche de “mortandela”, muito menos daqueles que discutem a obra de Mohsen Makhmalbaf em oposição à de Jafar Panahi e a sua importância no cinema iraniano atual. Os dois tipos, apesar de separados por um oceano de bibliografia, sofrem de uma completa falta de noção do mundo e de quando calar a boca. Ambos, apesar das diferenças, são igualmente burros. E esse, pra mim, é o maior defeito que um homem pode ter.Pança se perde diminuindo a ingestão do barril semanal de chope. Pêlo na orelha se resolve com uma tesourinha. Mas, burrice, só nascendo de novo. Adquirir cultura até dá pra conseguir na mesma encarnação, mas não adianta nada saber tudo sobre a obra de Rachmaninoff e não perceber que boteco com os amigos não é ambiente, nem hora, de exibir os conhecimentos artísticos. Eis aqui meu ponto: a inteligência vai muito além de enfileirar conhecimentos. Um homem inteligente é aquele que sabe quando ser bocó e contar a piada dos pontinhos e a hora de virar um gentleman e usar sua cultura e panca de bom.Inteligência, nesse sentido, é um tesão. É uma delícia ser surpreendida por comentários sarcásticos, respostas inusitadas. Não saber de cor e salteado o discurso do outro, as reações. Não existe nada mais agradável do que uma pessoa cuja companhia é, mesmo depois de muito tempo, surpreendente.Um homem inteligente sabe muito bem que dois vestidinhos pretos (por mais parecidos que sejam) não têm a mesma alma. Um homem inteligente discorda sem brigar e, se for preciso, briga, mas sem transformar a noite em uma longa disputa pela razão — ele sabe que, nessas horas, ninguém tem razão.Peitão delineado e coxonas grossas são realmente apetitosos. Mas eu troco fácil um bíceps bem definido por uma conversa envolvente regada a álcool. Porque, no final, o que me excita é aquilo que está escondido não nas calças, mas por detrás daquele sorriso.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Com voce será tudo diferente

O problema de ser uma bagunça é que sempre tem alguém querendo arrumar. "Ah, eu consigo. Vou mudar essa garota". Não, você não vai.  Quando me lembro de quantas pessoas já decepcionei sinto até uma dor no peito, ah vai, eu sou sentimental às vezes.

                             DGA

Não me conformo com minha imutabilidade, todo mundo quer ser bobo um dia. Imagino que se apaixonar de verdade uma vez ou outra deve ser legal; passarinhos cantando para que você acorde e borboletas voando em seu estômago te mantendo viva. Tudo bem que depois de um tempo matamos os pássaros, borboletas e qualquer outro animal que insista em nos fazer de bobas;  foi bom enquanto durou, mas que bom que passou. E então eu poderia fazer parte daquelas conversas de bar tão clichês e divertidas "Nossa, lembra como eu era idiota? 24 horas com um olhar vago pensando nele". Quando esses assuntos começam eu logo dou um jeito de sair pela tangente, "Olha, que cara gato na mesa ao lado!". Por favor, ser sem sentimentos não é algo que as pessoas gostam de ouvir ou que admiram, não, as pessoas julgam. "Até parece que você nunca se apaixonou ou ficou caidinha por alguém", pois é amiga, nem eu acredito.

Quando penso nisso me recordo da minha infância desperdiçada em que assistia filmes da Disney, me imaginava encontrando um príncipe e sendo feliz para sempre. Acontece que além de eu ser problemática e ter alguns (muitos) problemas de confiança, príncipes não existem. Fui iludida! O cara não vai achar seu sapatinho perdido por aí e ir atrás de você; a realidade é bem diferente, se o cara acha um sapato é capaz de vender no mercado livre. Assim como você não é uma sereia e vai se apaixonar por um humano ou uma princesa que se apaixona por um plebeu. Infelizmente eu abri meus olhos muito cedo e me tornei essa pessoa cética que vocês estão vendo.

Viu, eu sou uma bagunça. Sou do tipo de mulher que se conhece um homem incrível começa a achar que ele está escondendo alguma coisa. Será que é um maníaco do parque? Está querendo se aproveitar de mim? Deve ser gay. E isso é culpa deles, não minha. Anos e anos conhecendo e desconhecendo todos tipos de caras me fizeram criar um estereótipo "perfeito". Bonito porém burro; inteligente porém feio; bonito, inteligente porém gay e por aí vai. Sempre tem algum defeito, né. O problema está em querer achar alguém com um defeito encantador já que eu não me encanto nem com qualidades.

Daí conheço um cara. É, sempre conheço algum. Já chego jogando aberto e dizendo que não sou lá a pessoa mais fácil de se entender, ele diz que não liga, claro. Faço terror psicológico e ele ainda acha charmoso! O pior é que já sei o que se passa em sua mente "Vou mudar essa garota. Fazer ela gostar de mim". Ah, vai, vai sim. Dá vontade de falar "Cara, não se ilude, sério." Mas não dá, eles gostam assim. Depois de infinitas tentativas para quebrar a barreira que meu coração criou, eles se cansam. Descobrem que quem avisa amigo é, e eu avisei. Ah, avisei! Criou expectativa, se decepcionou. É o mandamento básico de uma vida acreditando no melhor das pessoas.
Já perdi as contas de quantos caras se decepcionaram por achar que eu era a mulher da vida deles. Eu sou a mulher da minha vida, preciso me entender, me decifrar, destruir minhas barreiras. Eu sou uma bagunça que não quer ser arrumada, não agora. Então por favor, desistam de tentar consertar quem não quer ser consertada. Preciso de tempo para colocar tudo em ordem e assim poder convidar alguém para entrar..

DGA...



Gosto de você de um jeito meio torto, de um jeito meio meu. Gosto de você em silêncio. Quieta. Gosto de você só pra mim. Não sou o tipo de garota que diz que gosta de alguém. Não sou o tipo de garota que não gosta de ninguém. Se faz de durona. Finge que não sente, finge que não se importa. Tem medo de sentir, tem medo de viver, tem medo de amar. Medo de um dia ter que admitir que tem sentimentos. Por você.
Gosto de você de um jeito meio louco, de um jeito meio meu.  Fico aqui pensando em todas loucuras que fizemos juntos e quero mais. Sempre mais. Sair correndo por aí sem destino. Tomar banho de chuva até não aguentar mais. Brigar até sentir vontade de te beijar. Ficar longe até a saudade não deixar.
Gosto de você de um jeito meio indiferente, de um jeito meio meu. Diz pra todos que não sente. Sempre fui assim, você sabe. Mas quem vai negar.. Meu olhar é todo seu. Meus melhores beijos são seus. Meus mais quentes abraços serão pra sempre seus. Minha despedida com você.. Que nunca deixei acontecer.
Gosto de você de um jeito meio distante, de um jeito meio meu. Fico aqui te observando, tão lindo, tão feliz, tão meu. Fico aqui torcendo por você, tão de longe, tão eu. Fico aqui imaginando o que você sente, o que você pensa,  o que você está fazendo. Fico aqui de longe porque não quero te atrapalhar com minhas loucuras, com meu jeito, só meu. Fico só olhando. Admirando. Te amando. De um jeito só meu.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Certo e errado....






É incrível como existem pessoas que definem dentro de si mesmas que existe de fato um caminho certo e outro errado para as coisas; e mais incrível ainda como tem pessoas que só tomam atitudes se elas estiverem de acordo com tais idéias corretas, ou erradas talvez. Acho que na parte que muitas delas não pensam é que: tudo varia. Até mesmo o certo e o errado. Ou então, o que é aparentemente certo pra alguém pode ser absurdamente errado para outra. E então? Se você sentir aquela vontade enorme dentro de você de se arriscar por alguém, largar tudo de lado, esquecer dos seus valores e aproveitar todas as coisas maravilhosas que a vida tem de bom? Ser absurdamente hipócrita e esquecer dos seus problemas enquanto dança em uma festa? Se você quiser pular de um lugar alto só pra sentir o vento batendo forte no seu rosto e chegar assim mais perto do que é voar...? Se você quiser todas as coisas do mundo, mais a sua mãe não? Você simplesmente desiste? Joga uma água fria em todo o fogo da sua alma e vive monotonamente? Porque o seu vizinho acha errado algum certo tipo de música, você para de ouvi-la? Acho que não.
A questão é: forme as suas próprias opiniões. Arrisque-se. Meta a cara e veja no que dá. Se der certo, maravilha. Caso contrário, maravilha. A vida é feita de momentos, e acredite, por mais que não pareça, cada um deles te ensina alguma coisa. As vezes um simples momento te mostra valores absurdos, e vice e versa. Suas escolhas tem sempre metade de chance de dar certo. Só não esqueça que para tudo, existe uma consequência.

Dói...









Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, doem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim. Mas o que mais dói é a saudade. Saudade de um irmão que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infância. Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais. Saudade do pai que morreu, do amigo imaginário que nunca existiu. Saudade de uma cidade. Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa. Doem essas saudades todas. Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida. Você podia ficar na sala e ela no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para o dentista e ela para a faculdade, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-la, ela o dia sem vê-lo, mas sabiam-se amanhã. Contudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se menor, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter. Saudade é basicamente não saber. Não saber mais se ela continua fungando num ambiente mais frio. Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa daquela alergia. Não saber se ela ainda usa aquela saia. Não saber se ele foi na consulta com o dermatologista como prometeu. Não saber se ela tem comido bem por causa daquela mania de estar sempre culpada, se ele tem assistido às aulas de inglês, se aprendeu a entrar na internet e encontrar a página do Diário Oficial, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros, se ele continua preferindo Malzebier, se ela continua preferindo suco, se ele continua sorrindo com aqueles olhinhos apertados, se ela continua dançando daquele jeitinho enlouquecedor, se ele continua cantando tão bem, se ela continua detestando MC Donald´s, se ele continua amando, se ela continua a chorar até nas comédias. Saudade é não saber mesmo!Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche. Saudade é não querer saber se ela está com outro, e ao mesmo tempo querer. É não saber se ele está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos por isso… É não querer saber se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca mais querer saber de quem se ama, e ainda assim doer. Saudade é isso que senti enquanto estive escrevendo e o que você, provavelmente, está sentindo agora depois que acabou de ler… 





Perdida pelo mundo...



Porque nem sempre as coisas são como a gente quer que elas sejam, e por mais que a gente tente mudar, as coisas não saem do lugar. E a gente fica assim, perdida num mundo paralelo que criamos pra nos esconder, pra tentarmos fugir dos nossos sentimentos. Mas é impossível se esconder, pois eles estão dentro de nós, onde não se pode enfiar a mão e arrancar, eles fazem parte de nós, e destruindo eles, destruímos á nós mesmos. O jeito, é se esconder atrás da imaginação, criar um mundo de mentira, e acreditar que ele é real, assim podemos nos esconder, fazer de conta que tudo é bom, nada é mal. Esquecer de tudo, esquecer do mundo. Transformar as pedras em flores, e viver no conto de fadas que eu quiser, onde eu sou princesa e nada é ruim.






sábado, 21 de abril de 2012

Viva Apaixonadamente...



É preciso viver apaixonadamente, em qualquer situação, indistintamente. 
Seja lá o que for que você faça, empregue toda tua energia e todo teu espírito nesta tarefa. Acredite, se fizeres assim, sentirás prazer até em lavar pratos ou em varrer a calçada, por quê há vida e beleza em tudo, e cada momento é importante, principalmente este que você nem percebe passar e, por favor, largue estes pratos e esta vassoura: há música no ar!Cante, ainda que desafinado, e dance, mesmo sem saber dançar. 

Chore todas as lágrimas que tiver e ria até não mais poder. Ame, perdoe, sinta raiva, chute o balde, faça aquilo que você verdadeiramente tem vontade de fazer. Não é convencional? É arriscado? O que as pessoas irão pensar? Afinal, o que você pretende?
Se você pensa que é maravilhosa a rotina de trabalhar, voltar pra casa, assistir tv, dormir e sair com as crianças no final de semana, parabéns. Você é uma pessoa realizada. Mas penso que até fazer sexo, por melhor que seja, acaba ficando apenas razoável em um ritmo destes.E eu quero o melhor do sexo, o melhor do meu trabalho, o melhor da minha família, o melhor da minha vida.
Se você também quer isso, envolva-se de mágica, deixe fluir a energia que existe em você. O universo inteiro está latente dentro de ti e tudo que você precisa fazer é deixar-se explodir. E quantas coisas surgirão, quanto a fazer, quanto a conhecer. Vá, não olhe pra trás. Não pense em nada, apenas confie em você. Você marchará rumo ao infinito e o que você viverá poderá ser bom ou ruim, nunca se sabe, mas sempre será enriquecedor, não duvide disto. E nunca, nunca se deixe vencer pelo medo, siga em frente.
Ninguém conquista um sonho sem perseguí-lo, ninguém anda uma milha sem dar o primeiro passo. Se ao fim da estrada alguma sombra de arrependimento te atacar, ainda assim levante a cabeça, orgulhe-se por ter tentado, por ter buscado, por ter empregado todas as tuas forças até o último instante.Tanto pior e sempre pior é arrepender-se daquilo que você não fez.






Um pouco da minha vida





Eu devo ter algum problema, alguma coisa muito séria. Devo ter nascido com uma tatuagem na testa escrita "Não se aproximem, sou uma babaca metida", porque na boa, só isso explica. Desde pequena, pequena mesmo tipo no maternal, eu entrava em uma sala de aula e todas meninas me olhavam tipo "eca, lá vem ela". Cara, uma criança inocente e pura??? Como assim??

Com o passar dos anos a coisa piorou, afinal, o instinto de competição das  mulheres só vai se aguçando; quando entrei para a primeira série, eu fui para um colégio totalmente novo em que eu não conhecia ninguém. Tá, tudo bem, tudo numa boa. Ninguém me odiava, AINDA. Até que a espertinha aqui resolveu escolher o menino que todas as garotas da sala eram apaixonadas pra ser meu paquerinha (poxa genten ele era lindo), e adivinhem? Ele começou me paquerar de volta (eu to usando o termo paquerar porque eu era uma criança, não riam ok). Pronto! Conseguiu Isabela! Todas meninas da sua série te odiavam (noooovidade!). E isso se estendeu até a minha quarta série. Eu andava com os meninos, eles eram os melhores amigos do mundo e eu não senti falta de amiga nenhuma, de verdade. Nunca fui do tipo de mendigar amizade ou de me fazer de boazinha para que todos gostassem de mim. Sou patricinha? Sou sim, gosto de me arrumar, passar uma maquiagem e confesso ser um pouco fresca para algumas coisas. Mas o lado que ninguém conhecia de mim (uma pena) era o lado palhaça de ser, de falar besteira e de brincar igual um homenzinho na rua. As pessoas gostam de julgar por aparências, odeiam alguém só pelo que veem por fora. "Nossa que patricinha nojenta, fútil, escrota, antipática" (parece que esses adjetivos acompanham necessariamente o termo patricinha né?). Eu não tenho problema com quem não gosta de mim, mas quero que você não goste de mim depois de me conhecer, depois de conversar comigo; aí sim você tem todo direito de dizer: "Nossa, que garota ridícula".

Mas enfim, me mudei para outro colégio na quinta série e a saga continuou. Eu tinha um grupo de amigas bem patricinhas (a gente se vestia igual, me joguem pedras) e é óbvio que ninguém gostava da gente. E tá, dessa vez eu merecia. A gente não dava espaço pra ninguém entrar na panelinha e nos vestíamos iguais (meu deus eu estou me odiando por contar isso)! Mas quem nunca teve uma fase ridícula dessas né? De ter seu grupinho de amigas restrito e se acharem as lindas e boas por isso? Ainda bem que isso passou rápido.

Na sexta série me mudaram de sala e eu fui para a sala dos nerds do colégio. De início achei que não fosse me adaptar, sério. Mas na real? Foi a melhor coisa que aconteceu comigo. Fiz amigos que nunca imaginaria fazer e conheci pessoas incríveis que estavam ao meu lado o tempo todo e eu nunca notei porque estava ocupada demais sendo uma idiota combinando roupa com as amigas. Aprendi a conhecer as pessoas antes de julgá-las e mudei muito meu jeito de ser (me lembro que tinha uma menina na sala que era filha de uma faxineira do colégio e só por isso ninguém conversava com ela; que coisa mais escrota, sério. Bem, ela virou minha melhor amiga). Mudei a cabeça de muitas pessoas que me consideravam uma garota vazia e percebi que nada melhor do que surpreender as pessoas.

O tempo se passou e eu fui para a tão esperada faculdade. Eu era uma nova pessoa, na boa. As bobeiras de ensino médio tinham ficado todas para trás, eu não tinha mais aquela idiotice de "ai, odeio essa garota!"; um dia todo mundo cresce né? Não. Eu cresci, mas pelo visto muitas pessoas ainda não. Assim que entrei na sala já tinham montado um fã clube "Eu odeio a Yana". Nunca tinha visto aquelas pessoas na vida, nunca tinha conversado com elas por falta de oportunidade, e eu não ia nas festas da turma pois achava elas muito promíscuas (era muita putaria genten, não dá.) e por isso eu era a antipática. Acreditam que uma vez fui perguntar para uma garota porque ela não gostava de mim assim, de graça, e ela me respondeu "Você nunca vai nas festas, parece que está esnobando a gente." Hello? Eu namorava, me dava o respeito e não ia me acabar descendo na boquinha da garrafa nessas festas não. Mas percebam que: eu não era a única da sala que não ia nas festas, mas eu era a única que eles odiavam por não ir. Vai entender? Esse povo da minha faculdade realmente superou todos os níveis de criancice possíveis que eu já vivenciei. Era de dar dó o tamanho da falta do que fazer. Me lembro que um dia fui com um sobretudo rosa na aula (estava muito frio e só pra constar, eu tinha aquele sobretudo há 3 anos), e vocês não vão acreditar. Neguinho tirou foto. Isso mesmo que você leu. Tiraram foto e publicaram no Facebook que eu estava em um desfile de moda. Na boa? Eu não tenho nem comentários. Acho que o que mais incomoda na minha personalidade é que eu não dou a mínima pra esse tipo de atitude, desde pequena aprendi lidar com críticas de pessoas que não me conhecem e graças a minha mãe, pessoa tão sensata, eu sei que não devo me importar com isso.

Chega um dia que a gente cansa de tentar mostrar que não somos tudo aquilo que as pessoas pensam. Eu não sou metida, não sou antipática, mas ok, você acha? Então faço questão de passar de nariz empinado do seu lado, afinal, nada que eu faça vai mudar o que você pensa. Né? Porque pessoas assim querem arrumar um motivo para não gostar, não importa que você seja a madre teresa de calcutá, esse tipo de pessoa sempre vai arrumar um motivo para criticar. 

O que vale é o que seus amigos acham de você. Se eu fosse uma pessoa ruim (como acham que eu sou), eu não teria tantos amigos e não seria tão amada. E é isso que me consola e sempre me consolou. Pra cada pessoa que fala mal de mim, tenho dois amigos que me defendem. Então quer saber? Pode falar, pode tirar foto, pode me odiar, fazer fã clube, colocar minha foto na parede a atirar dardos em cima. Enquanto você se descabela se preocupando com a minha vida, eu to aqui, ouvindo uma música, conversando com a minha melhor amiga sobre o que vamos fazer essa noite e nem sei quem você é.

Já tentaram olhar para o sol sem se sentir incomodados? Pois é. Tudo aquilo que reluz demais incomoda as pessoas. Um sorriso verdadeiro, amizades verdadeiras, ser amada pela sua família e andar sempre de bem com você mesma; é isso que incomoda. Pessoas infelizes não suportam ver a felicidade do outro.. Mas que se dane, eu não me importo. Não mais.

Poderiamos...




"Podemos acordar numa manhã chuvosa e passar o dia inteiro deitados na cama enrolados nos lençóis.
Eu poderia colocar minhas pernas entre as tuas e acariciarias o meu rosto com tuas mãos de forma leve e depois aproximarias o teu rosto ao meu e beijavas a minha boca daquele jeito suave e ao mesmo tempo quente que só tu sabes. Eu poderia morder teus lábios e puxar-te para mais perto, acariciar teu corpo, na tentativa de fazer-te arrepiar.
Nossos corpos poderiam encostar-se e
 tornarem-se apenas um. 

Eu poderia rir baixinho ao teu ouvido, daquele jeito que te provoca e que te faz sorrir, por um tempinho e assim, irias agarrar-me e começar a rolar sobre a cama.
Vou parar por cima de ti, agachada sobre teu corpo, prendendo-te pelas mãos, encostar os lábios ao teu pescoço e percorrer a rota até á nuca, mordiscando-a e sentindo teu perfume.
Puxas-me com delicadeza para o teu lado e aconchegas-me nos teus braços, vamos fechar nossos olhos e ficar ali abraçados, deitados o resto do dia, com nossas brincadeiras, deixando o tempo passar.
(Último Sonho)





quinta-feira, 19 de abril de 2012

Única e autêntica!


            Poucas vezes resolvi explodir a resolver algum problema. Poucas vezes ocultei alguma coisa pra não magoar ou não ser verdadeira. poucas vezes pensei mais em mim do que nos outros, mas por mais que fossem poucas as vezes, nessas vezes eu só recebi olhares me incriminando .

            Penso que ser egoísta é fraqueza. Que ser orgulhoso é medo. Que ser auto-suficiente é depêndecia. Que ser fechado é receio. Que ser feliz todo o tempo é omissão. Prefiro ter meus dias egoístas, raramente, só para lembrar que sou humana e fraca. Prefiro não ser orgulhosa, mas admitir que tenho medo de seguir, de fazer, de ser feliz. Prefiro ser super dependente. De pessoas? Talvez. De Deus? COMPLETAMENTE. Prefiro sim, por muitas vezes me fechar, já que minhas maiores experiências com o contrário só me trouxeram decepções. Prefiro ter meus dias de estresse, de TPM fora do tempo, de acordar irritada e dormir feliz, porque é assim que se vive. Sem esconder nada de ninguém. Sendo sincera!
            Sinceridade! É realmente de uso raro entre as pessoas. Vejo pessoalmente isso. Algumas pessoas que julgam me conhecer, não me acham sincera. Por isso mesmo só julgam me conhecer. Porque eu sou legal, mas não sempre. Sou previsivel, mas não para todos. Sou ruim, quando eu sei que estou certa e inisitem contrariar. Sou mimada, mas tenho o pé no chão (por falar nisso, odeio gente mimada e infantil, duas características que na mesma pessoa, cansa!). Sou muitas me uma, talvez uma em muitas, ainda pode ser que eu seja nenhuma em alguém, ou alguém em nehum, ou em um...
            A tarefa mais difícil é fazer as pessoas enxergarem que eu não sou como elas idealizam. Sou imperfeita, incompleta, insegura, mutável, incompleta. Sou um ser humano.
            Cansei de reclamações. Eu erro sim, mas eu acerto também. Não quero nenhum elogio, quero reconhecimento, mesmo que eu não o saiba. Só o quero.
            Tenho hoje uma nova forma de ver as coisas. Cresci. Olhei mais fundo. Enxerguei novas possibilidades. Não só as minhas, mas me inspirei em quem já sabe mais que eu, em quem ainda não viveu tanto, mas que, na sua individualidade, teve muitos acréscimos que eu não tive. Porque somos todos únicos. Singulares.

Aprendi não para julgar, mas para crescer!

Dos afastamentos!


Sei que de minha parte não se iniciou esse processo de separação já anteriormente nem imaginado. Bem verdade que o tempo, de tão apertado, anda corrido e tanto minha disposição, quanto momentos disponíveis não são mais os mesmos. Aliás, diminuem gradativamente: acumulações se atribulam, alguns percalços pedem ajuste, gente gritando daqui, sentimento puxando do lado de lá - tem sido mesmo difícil satisfazer, mesmo com todo meu amor imenso e coração errante, as demandas daqueles que figuram como favoritados depois das sete chaves, do lado esquerdo, quase no meio do tronco. Os dias tem ficado cada vez mais frios, e me congelado junto, será? Cansei de correr atrás, só tenho suportado quem me compreende sem aquele esforço descomunal (e sim, simples), porque tudo que mais desejava é que, no momento em que o ritmo apertasse e o fôlego começasse a cessar, eu tivesse a quem olhar apenas de rabo de olho, sucinta e prosseguir na maratona que tem sido a vida.

Daí, que desses dias de sol no meio do quase inverno que tem perpetuado, mesmo com essa minha felicidade estável (surpreendente), algumas decepções. No profissional, não mais aquela gangorra de se dar bem de um lado, e mal do outro: é admirável o equilíbrio que tenho me esforçado pra manter. Na saúde, ando bem. Estética, todos os cuidados possíveis para melhorar, cada dia mais (eu, que tenho a ambição como uma aliada, sempre). Do lado romântico da coisa, tudo cada vez mais florido e contemplado; aquele sossego que eu, mesmo mulher e menina, até mesmo desprezei em outros tempos. Ou observava com certa desconfiança: não existe, quanta sem-gracice. Que nada. Tanto existe, como faz bem. Veja a melhoria em meu humor, a seda que anda meu cabelo, as tantas sensibilidades a que tenho me permitido. Tem sido maravilhoso, tem cada vez mais eu contente, e claro, tem gente que se afasta. Seria alegria à essa alegria alheia? Ah, agora você está em boas mãos, tchau. Pronto, já que você anda leve quase como um fantasma, farei que não a vejo. Cadê aquela cumplicidade toda, as milhares conversas madrugadas à dentro, regadas de cerveja ou espumante? Os segredos partilhados, o bom alinhamento da convivência? Foram pra baixo do tapete as fotos de quase dez anos, os laços fortificados que tanto já tentaram romper, e nós, mesmo quase completamente diferentes, seguíamos acreditando? Já se tornara mesmo tão frágil e quase morto isso de deixar falir o que um dia foi amizade, e num último estágio se transformou sem qualquer olhar atento a apenas mais uma associação, cheia de interesses e comodidades por trás? Desacreditava em amizade que qualquer ciúme derrubava. E parte, assim como consciência, estão comigo e em bons estágios: uma feita, a outra tranquila. Há erro em vivenciar da vida o melhor, e tentar, feito equilibrista conciliar companhias de anos, e simultaneamente, o sorriso dos meus dias? Pecado pode ser isso, de condenar com severidade quem abusa de certa inocência em viver, quase descabido de si próprio.

Se de um lado há quem se afugente desse meu estado sublime de conduzir dias corriqueiros e finais de semana, existe uma parte de mim que quer correr sabe-se lá pra onde; pra longe. E acaba ferindo quem, com cuidado e proteção sustentou por uma vida. Desse meu desejo de crescimento instantâneo, de impor maturidade onde ainda vêem a garotinha de dentes muito separados pedindo um pouco de atenção. Gente que foge dali, eu escapando sem rumo pra um único refúgio descoberto recentemente. Como cantam os fados portugueses, tão familiares a mim que sou descendente direta, e como Maysa contestou naquele episódio em que morre seu primeiro marido: dão de um lado, e fazem questão de tirar do outro. Dos cortejos e mimos de amor a que me baixei a cabeça e agora recebo, alguma perca do que antes me era essencial também: certa fraternidade que não me satisfazia, mas apaziguava. E daquelas que, não me compreendem os silêncios ou as tentativas de ressureição daquilo que numa memória não tão longínqua foi coisa viva e me quis bem assim, atônita de tanto bem. Quebra-cabeça essa nossa vida, onde com tempo e paciência, as peças e pessoas, situações, fatos e atos se acumulam e resolvem; quando não por nós, por si mesmos. Adultos e sábios da importância vital de se resgatar aquilo que compartilhado, faria multiplicação. De felicidade.

Sinais nítidos de que ele é um babaca...


- Machismo exacerbado: Ele pode sair à noite com os amigos, dar o pé em você na última hora no final de semana, ter a sua senha das redes sociais, cumprimentar ex na rua e o escambal. E você, querida? Nada. Basta que você deseje um shopping com as amigas enquanto ele joga futebol no domingo pra que o caos se instaure. Só é mandada menina que deixa, não custa lembrar.

- Muda na frente dos amigos: Quando a sós, é um doce, o mais romântico possível, um mimoso. Basta que o leve para um churrasco com os amigos dele ou mesmo para sair numa festa à noite, e de repente o príncipe encantado não é mais tanto assim: a deixa de lado, se torna mais frio, praticamente esquece que você existe. Tudo para bancar o machão na frente dos parceiros, lógico. A troco de nada.

- Agressividade surpresa: Estava tudo bem, maravilhosamente lindo, até que, numa briga, ele a ataca com palavras vociferadas sem nem pensar por um segundo, ou (pior ainda), com um apertão no braço. E isso é só o começo. Se o cara é agressivo, é babaca também, pode ter certeza. E o que começa com um tapinha que nem tanto dói no corpo, mas na consciência, só piora ao longo do tempo. Vão por mim. Agressividade, quando aparece, seja física, verbal ou psicológica só revela que talvez você mereça algo (muito) melhor.

- Tecnologia em demasia: Presta atenção ao celular, não se desliga do computador, dá check-in na sua casa, no restaurante, no motel e mesmo no final de semana checa o Twitter e o Facebook de 5 em 5 minutos. É um dos mais sutis avisos, mas, a gente é mulher quer atenção, porra. Piora se sempre tem mulher sendo adcionada, publicando coisas no mural ou curtindo o que ele posta.  

- Quer você mudada: A conheceu loira, mas, depois de alguns meses revelou que adora ruivas (numa indireta pra que você pinte o cabelo). Dá a dica para que você coloque silicone, abomina e tira sarro do tipo musical que você curte (e que já sabia ser este quando firmou compromisso), dá pra implicar com as suas roupas, o jeito de falar ou traços da personalidade. Se apaixonou assim, mas com o passar dos meses, parece querer uma nova namorada. Abra alas pra um idiota desses achar outra que não você pra mudar num estalar de dedos do moço. Uma coisa é ajudar e incentivar, outra é desejar uma mudança daquilo que já conhecia.

- Ostentação ridícula: Ele tem carrão, mora bem, faz academia adoidado, usa roupa de marca e bebe e come só do bom e do melhor. Adora comentar as viagens carésimas que já fez, os bens que a família possui, Tudo bem se tivesse um comportamento humilde. Agora, tem muito babaca que usa desses privilégios pra pegar menina, e mais, achar que está conquistando - e tudo que conseguem, a longo prazo, é nojo de menina decente e periguetes interesseiras na cola. Depois não entendem porque não aparece guria legal nunca pra namorar. Mulher curte cara simples, é tão fácil.

- Pãodurice: Não te leva ao cinema porque não quer gastar. Não compra presentes em datas especiais pelo mesmo motivo. Não a busca, não a leva, em função do alto preço da gasolina. Faz com que você pague várias vezes restaurantes, motéis ou passeios a dois, pois ele não pode gastar, não (ainda mais quando a ideia foi sua). Sovinice tem limite, meninos!

- Esquece os bons modos em casa: Trata mal atendentes, subalternos e funcionários públicos. Arrota, mija de porta aberta, parece não saber falar "pro favor" e "obrigado" e não se envergonha de peidar na sua frente. Fica mais de um dia sem tomar banho, faz barraco em lojas, supermercados e restaurantes e até mesmo com o telemarketing que liga sem parar. Assim não dá.

- Ciumento e inseguro a toda hora: 
Liga de 5 em 5 minutos. Quer saber de todo o seu passado - e se ele for cheio de páginas escritas, vai a incomodar por esse motivo sempre. Se um cara te olha numa festa, já quer partir pra pancadaria. Recusa roupas sensuais, e não acredita quando você diz que o ama, que está em casa, e quietinha. Com o tempo, vai cansando e você se sentindo numa prisão sem fim. Bem triste.